Livro em escrita
O Livro do Não Fazer
Descubra o que cortar do seu dia a dia para otimizar seu tempo e sua produtividade.
A ferramenta mais importante da produtividade não é a caneta que acrescenta. É a tesoura que corta.
Sem data, sem pré-venda e sem promessa de milagre — o livro ainda está sendo escrito. Quem entra na lista fica sabendo primeiro, e enquanto isso recebe a newsletter Otimize-Se.
A tese
A pergunta que virou tudo do avesso
A pergunta que me tirou do fracasso não foi “o que eu preciso fazer?”. Foi outra, ao contrário: “o que eu NÃO devo fazer?”
Repara no que acontece quando você quer ganhar mais, ter mais sucesso, uma rotina mais livre e trabalhar no que gosta: a primeira coisa que você procura é o que adicionar. Um hábito novo. Uma técnica. Mais um curso. E é bem aí que você trava — não por falta de mais uma coisa pra fazer, mas por excesso de coisa que não deveria estar na sua lista.
Existe um livro lindo, A Única Coisa, do Gary Keller — o cara que co-fundou a Keller Williams. A pergunta central dele é sobre o que fazer: qual é a única coisa que, se eu fizer, deixa todo o resto mais fácil? Eu peguei essa pergunta e virei ela do avesso: qual é a única coisa que eu preciso PARAR de fazer, pra tudo destravar?
A caneta
somar
Fácil, otimista e viciante. Cada linha nova parece progresso. Exige disciplina todo dia — e é por isso que quase nunca dura.
A tesoura
cortar
Chata, silenciosa, sem foto pra postar. Exige disciplina uma vez. E é a que muda o seu dia de verdade.
Não é ideia minha, aliás: gente como Charlie Munger, Warren Buffett e Peter Drucker deixou isso claro de mil jeitos, há décadas. São obcecados com o que cortam, não com o que acrescentam. O raro nunca foi saber disso. É aplicar.
A sacada
Adotar um hábito novo exige disciplina todo dia.
Parar de fazer uma coisa exige disciplina uma vez.
Você já leu o livro de somar hábitos. Faltava o de cortar.
O exercício do livro
Monte a sua lista do não fazer
Quatro passos. Dá pra fazer agora, aqui, com esta folha em branco — é o mesmo exercício que fecha o livro. Não precisa de conta, de e-mail nem de aplicativo: tudo fica salvo só no seu navegador, nada é enviado para lugar nenhum.
Objetivo no topo
Um só — o mais importante agora. Sem objetivo não dá pra saber o que cortar.
Um dia normal, anotado
Anote tudo o que você faz no automático. Sem julgar — só observa. Você vai se assustar com o tamanho da lista.
Uma pergunta ao lado de cada item
“Isso me aproxima do que escrevi lá em cima?” Se não, circula. Esse círculo é a sua lista do não fazer.
Sua folha ainda está em branco. Anote a primeira coisa ali em cima ↑
Escolhe UMA
Não dez. Uma. E ela vira um “não” específico. Quanto mais específico o não, mais fácil de cumprir. O tempo que sobrar, não preenche: deixa livre.
A minha lista do não fazer
Antes que você pergunte
O que este livro não é
Um livro sobre subtrair começa subtraindo a si mesmo.
- Não é sobre desacelerar. Não tem nada de “aceite que você não vai dar conta”. Aqui se corta para ir mais longe, não para se conformar.
- Não é um livro sobre dizer não para pessoas. Não é assertividade nem limite emocional. É o que sai da sua agenda, do seu preço e do seu dia.
- Não é mais um método com nome de sistema. Não tem sigla, não tem pirâmide, não tem “fase 1 de 7”.
- Não termina em epifania. Termina numa folha: a sua lista do não fazer, escrita por você.
Quem escreve
Anderson Belem é fundador e CEO da Otimiza.pro, WorkTech brasileira que fundou em 2019, e autor de O Livro do Não Fazer e A Culpa é das Ovelhas. Sua obsessão é a atenção como recurso escasso. Nos anos 2000, atuando na Riocard, uma das primeiras fintechs da América Latina, desenvolveu a Gestão Inteligente de Vale-Transporte — o método que enxergou desperdício num custo que praticamente ninguém olhava e que já devolveu mais de R$ 1 bilhão ao caixa de mais de 1.000 empresas clientes. Diagnosticado aos 40 anos com TDAH e Altas Habilidades/Superdotação do tipo criativo-produtivo, depois de repetir de ano e abandonar três faculdades, ele conhece por dentro o custo de ter o próprio potencial ignorado. É isso que hoje o move a aplicar neurociência da atenção em produto, escrita e mídia — e a construir o #OtimizeSe, movimento de produtividade pessoal por subtração. Casado desde 2003 e pai de três filhos, mora no Rio de Janeiro, onde também é Inspetor de Polícia, e continua fundador mão na massa: prototipa e escreve o código antes de pedir ao time.
Enquanto o livro não sai
A mesma tese, em outros formatos
Quando tiver capa, título gravado e data,
você vai saber por aqui.
Sem editora anunciada, sem ISBN, sem pré-venda. Nenhuma dessas coisas existe ainda — e eu prefiro dizer isso do que inventar urgência.
Entrar na lista do Otimize-SeA lista é a newsletter Otimize-Se, escrita por mim. Você pode sair quando quiser.